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O que move o mercado de games retrô no Brasil ?

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03092012

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O que move o mercado de games retrô no Brasil ?




O que move o mercado de games retrô no Brasil ?
Aproveitando a nostalgia dos gamers, empresas veem nos antigos títulos uma oportunidade de lucro



Sonic, Ryu, Mario, Megaman, Pacman e tantos outros personagens icônicos de títulos de videogames já fazem parte da cultura popular mundial. Eles acompanharam diversas gerações nos últimos 30 anos e se infiltraram em muitos cenários: moda, TV, cinema e internet. Foi justamente pensando nesta popularidade dos videogames que algumas empresas do setor continuam com as vendas de consoles e títulos antigos.

De acordo com o UOL Jogos, o Mega Drive e Master System ainda hoje vendem cerca de 150 mil unidades ao ano aqui no Brasil. Ambos são produzidos nacionalmente pela Tectoy, que fez parceria com a SEGA nos anos 80 para vender os consoles no país. Fora do Brasil, a Sony também disponibiliza na PSN, sua rede online, alguns games clássicos sob o selo PSOne e PSTwo Classics. E o mesmo acontece com a Nintendo, que oferece alguns jogos na Virtual Console, e a Microsoft, dona de games antigos na Live Arcade.

"As empresas perceberam que a população economicamente ativa nos dias de hoje é constituída, em sua maioria, de jovens e crianças dos anos 80 e 90. Eles viram uma oportunidade de lucrar com o sentimento de nostalgia de seu público", diz Bruno Carvalho, editor de conteúdo do 99vidas, site e podcast focados em games retrô. "Essa tendência é um movimento muito acertado das empresas, que enxergam nessa demanda uma oportunidade de continuar lucrando com produtos que, de outro modo, estariam fora do mercado", completa.

Para Carvalho, o cenário é forte porque é muito mais fácil vender uma marca já consolidada, e que possui um público estabelecido, do que criar algo novo e colocá-lo no mercado. Já Moacyr Alves Jr, presidente da ACIGAMES (Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games), acredita que é uma questão cultural. "Qualquer coisa sem passado é algo sem futuro e essa memória deve ser preservada", comenta.

Nem só as fabricantes estão lucrando com os saudosistas. Estúdios também têm apostado na nostalgia dos gamers, dando uma nova cara aos jogos antigos. As próprias desenvolvedoras e produtoras estão relançando seus títulos clássicos para as plataformas atuais, justamente por saber que existe grande demanda por esse tipo de conteúdo. Os remakes funcionam como uma espécie de homenagem ou continuação/adaptação de games de sucesso.

"Existem casos em que é nítido o esforço da empresa em criar uma experiência melhor para o jogador. Já em outros fica claro que a intenção da empresa era obter lucro fácil às custas da nostalgia de seu público", ressalta Carvalho. "Infelizmente existem muitas empresas que pensam que simplesmente reproduzir o mesmo jogo com gráficos atualizados é suficiente. Não se importam com a experiência do jogador", conclui.

Mercado brasileiro: longe do ideal

Aqui no Brasil, apesar dos números de vendas de consoles retrô estarem acima do esperado, há quem acredite que "ainda falta um cenário mais profissional", como é o caso de Moacyr. Ele conta que quando visitou a Retro Madrid - evento espanhol que reúne fãs de jogos antigos - havia cerca de cinco mil pessoas interessadas no movimento, enquanto que no Brasil o maior encontro de saudosistas de videogames contou com apenas 110 jogadores.

Carvalho também acredita que as empresas ainda não exploram muito bem este movimento no país. "A maioria das negociações de jogos antigos acontece através de transações isoladas. Por aqui não existem grandes lojas que sirvam de referência para o mercado de jogos antigos e usados", finaliza.


Emuladores: o passado a um preço mais acessível

Para quem não tem condições financeiras ou não está disposto a correr atrás de colecionadores, uma alternativa são os chamados emuladores – softwares que simulam o hardware de um videogame no computador, permitindo jogar games antigos. Na Alemanha, por exemplo, existe o Keep Project, um movimento para salvar a memória dos títulos e consoles, que cria diversos emuladores.

O problema disso é que a experiência não é completa, como destaca Carvalho. "Muito da nostalgia consiste em reviver os momentos da experiência original, como conectar os cabos, usar os controles da época, assoprar as "fitas" ou limpar o CD na camiseta. Estes detalhes não são encontrados em um emulador e, para alguns, fazem muita diferença. Mas esta não deixa de ser uma forma mais simples de retomar o prazer de jogar os games que fizeram parte da sua infância ou adolescência".

Você sente saudades do seu velho console e de alguns títulos antigos? Conte para nós quais você gostaria de voltar a jogar. Divida sua nostalgia.


Fonte: Kaluan Bernardo



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